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#igualdade salarial

A liberdade econômica diminui a desigualdade de gênero

A liberdade econômica diminui a desigualdade de gênero

Segundo o IBGE, as mulheres brasileiras ganham, em média, 20% a menos que os homens. Segundo os economistas, há muitos fatores que devem ser considerados para uma análise sobre a formatação da renda, sendo os principais: nível de educação, idade, horas trabalhadas e a profissão escolhida.

Esses fatores explicam cerca de 2/3 da desigualdade de renda entre os gêneros no Brasil. O que significa que cerca de 1/3 dessa desigualdade não tem uma explicação econômica aparente. É bem razoável, portanto, considerar que este é o impacto do machismo no saldo da renda da mulher brasileira.

Como podemos vencer esse desafio? Um estudo dos pesquisadores americanos Antony Davies e James R. Harrigan aponta um caminho. Eles encontraram uma forte relação entre a liberdade econômica, conforme medido pelo índice de liberdade econômica do Instituto Fraser e a igualdade de gênero, conforme medida pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.
 
"A liberdade econômica tem sido fundamental para o avanço social das mulheres, abrindo muitas portas, incluindo a capacidade de tomar suas próprias decisões de carreira e entrar em profissões como a engenharia.

A liberdade econômica mostrou-se correlacionada com uma série de resultados para as mulheres, por exemplo, a alfabetização, o que aumenta tanto para homens como para mulheres em países economicamente livres, mas mais acentuadamente para as mulheres.

Nos 25% dos países mais livres, a alfabetização das mulheres é de 92% enquanto a dos homens é de 95%. No quartil das nações menos livres, a alfabetização das mulheres fica em 60%, uma enorme lacuna abaixo da alfabetização dos homens, em 75% - dados utilizando os Indicadores de Desenvolvimento Mundial".

[Nota: Apesar da informativa medição de indicadores relacionados à saúde feminina, assim como participação na política e no mercado de trabalho, o Índice de Desigualdade de Gênero da ONU não captura alguns direitos civis importantes. A inclusão de restrições ao vestuário, direito de família e segregação em espaços públicos certamente prejudicaria a posição de alguns países no ranking.]