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#PRIVATIZAÇÕES

12 motivos para apoiar privatizações

12 motivos para apoiar privatizações

Na última segunda-feira, o senador petista Lindbergh Farias promoveu uma audiência pública para “debater” as privatizações no Brasil. Curiosamente, todos os “debatedores” eram contra privatizações. Sabemos que Lindbergh não pediu nossa opinião, mas como cidadãos, fazemos questão de participar desta discussão tão importante para a economia do país. E por isso, apontamos aqui, 12 vantagens das privatizações. Você acrescentaria mais alguma?

1) Fim das indicações políticas: ou você acha que os diretores e presidentes de estatais são indicados por sua competência de gestão? As indicações políticas para cargos em estatais são uma excelente forma de fazer toda a sociedade pagar o salário (e outras benesses) de aliados políticos do presidente (ou governador, prefeito, deputado);

2) Melhores serviços: empresas privadas, ao contrário das públicas, precisam agradar os seus clientes para sobreviver e obter lucro. E um serviço ruim faz o cliente ir procurar a concorrência, coisa que nenhum empresário quer que aconteça;

3) Mais eficiência e menores preços: você pode até não gostar de sua operadora de celular hoje, mas se tem mais de 30 anos de idade, deve se lembrar como era antes: muito mais caro e burocraticamente difícil obter uma linha telefônica. O governo só consegue oferecer um serviço mais barato que a iniciativa privada quando subsidia a diferença. Ou seja, você continua pagando, só que através dos impostos;

4) Mais empregos: aumento de eficiência dá margem para o crescimento da empresa, e se o mercado for aberto no setor, melhor ainda, significa mais empresas e mais empregos. Sobre esse tema e o anterior, veja esse estudo publicado pela revista Exame, em 2011: https://goo.gl/fYaeCZ;

5) Empresas privadas, prejuízos privados: se a Petrobras não fosse “nossa”, o rombo bilionário seria problema exclusivo de seus donos e acionistas;

6) Políticos corruptos não teriam o que desviar: e ainda que os diretores da empresa privada cometam gestão fraudulenta, assim como no item acima, eles passam a ser problema exclusivo dos donos da empresa;

7) Governo se concentra nas áreas essenciais: o mesmo governo que tem 150 empresas para gerir não está conseguindo dar conta do básico, que é proteger a vida da população. Tanto que esse ano, o Brasil atingiu um recorde histórico no número de homicídios. Quem tem muitas prioridades acaba não priorizando nada;

8) Redução do rombo nas contas do governo: em tempos de contas no vermelho, vender estatais é como se livrar daquela casa de praia, que você nunca usa e que só dá despesa. Além do valor arrecadado com a venda, muitas ex-empresas públicas geram hoje em impostos mais receita à União do que quando estavam sob controle do Estado. Se duvidar, ainda sobra um troco para investir em segurança, saúde ou educação;

9) Brasil fica mais competitivo: empresas mais eficientes conseguem competir no mercado internacional sem precisar de aportes sistemáticos do governo. O governo é ineficiente em gerir empresas, seja pela falta de incentivos que valorizam o mérito, seja pelas muitas ingerências políticas em suas atividades;

10) Ganho de produtividade: país rico é país que produz muito. Estatais ‘roubam’ muitas de nossas melhores mentes, pois as pessoas entendem que é muito mais produtivo fazer um concurso público para um cargo burocrático numa estatal que paga bem acima do mercado do que tentar empreender no 140º país do mundo em liberdade econômica. Os concurseiros não estão errados por seguirem os incentivos gerados e buscarem as oportunidades mais garantidas e rentáveis. É preciso mudar os incentivos para que as pessoas queiram empreender e gerar riquezas;

11) Redução da capacidade do governo de manipular um setor para fins políticos: a Petrobras quebrou não apenas pela corrupção sistêmica, mas porque foi obrigada pelo governo Dilma a vender gasolina abaixo do preço de custo durante anos. O mesmo aconteceu com a Eletrobras, impedida de reajustar seus preços de acordo com o aumento de custos. O objetivo era mascarar a inflação e se reeleger, e a conta da eleição da presidente impeachada, você está pagando até hoje;

12) Melhora o ambiente de negócios e atrai investimento estrangeiro: não é coincidência que, toda vez que se fala em privatizar alguma estatal, seu valor de mercado sobe vertiginosamente. É que os investidores não confiam no governo como gestor, e sabem que toda empresa que é privatizada se torna mais eficiente. Além disso, quanto menos interferência de políticos na economia, mais saudável é o ambiente para se fazer negócios num país.

Sabemos que só privatizar não basta. É preciso abrir a concorrência e desregulamentar o mercado. Mas também sabemos que, dentre todas as opções disponíveis, monopólio estatal é a pior delas.

Fontes: Exame; Spotniks