Banner
Voltar para Ideas

#MONOPÓLIO

Abaixo o monopólio das agências reguladoras estatais

Abaixo o monopólio das agências reguladoras estatais

Você deve lembrar da carne estragada da JBS que as agências reguladoras liberaram para consumo em troca de propina. Você também deve lembrar dos queijos e linguiças de boa qualidade no Rock in Rio que as agências reguladoras jogaram fora, mesmo admitindo que não estavam estragados, porque faltava um selo. E dos sanduíches que tiveram o mesmo fim por falta de um CNPJ. Mas talvez você faça parte do grupo de pessoas que acham que se é ruim com essas agências, imagine sem.

Pois bem. Se você se preocupa com selos de qualidade na hora de comprar comida para a sua casa, provavelmente faria isso ainda que não fosse obrigatório pelas agências do governo. E, provavelmente, não acreditaria mais num selo que atestasse que um produto visivelmente estragado está próprio para consumo.
Então por que essas certificações precisam ser um monopólio do governo?

Se, na prática, o governo está avalizando alimento estragado e jogando fora os bons, qual o sentido de que ele continue cuidando da tarefa? Não estamos dizendo que segurança alimentar não é um tema importante, mas será que tudo o que é importante precisa ser feito pelo governo? Se a iniciativa privada se mostra mais eficiente, por que justamente as coisas mais importantes deveriam ser feitas pelo Estado?

Como seria se as agências certificadoras da qualidade dos alimentos fossem privadas e a concorrência fosse liberada no setor? As agências iriam competir entre elas pela maior credibilidade. E por isso tomariam todo cuidado do mundo para não atestar carne estragada como boa, porque isso poderia significar o descrédito dos consumidores, que parariam de comprar carne com o selo mentiroso.

Sabendo que o consumidor se importa com isso, as empresas de alimentos iriam em busca do melhor selo e descartariam a certificadora que não tem credibilidade, pois isso significaria que suas vendas cairiam. Assim é o mercado. Pensando apenas nos seus próprios interesses (ganhar dinheiro), essas empresas acabam atendendo às necessidades dos consumidores. E pensando apenas nos seus próprios interesses, elas também não contratariam agências que jogassem fora comida boa.

E é assim não só com alimentos, mas com qualquer produto que pode ser vendido em um mercado livre. Acha que isso é utopia? Bem, esse arranjo já existe e talvez você até o utilize sem saber ainda. Pegue algum produto elétrico ou algum eletrodoméstico em sua casa e você encontrará um selo ou da UL (Underwriters Laboratories) ou da CSA, ou da ETL.

A UL, a mais famosa delas, é uma certificadora privada e independente fundada em 1894, e que certifica cerca de 20.000 produtos diferentes — eles emitem 20 bilhões de selos por ano. Assim como suas outras concorrentes, estes selos privados têm credibilidade, pois competem no mercado e dependem de sua reputação para sobreviver. Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência.

Leia mais sobre o assunto aqui: https://goo.gl/wKs4Qp