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#DESIGUALDADE

Desigualdade ou mobilidade: pelo quê devemos lutar?

Desigualdade ou mobilidade: pelo quê devemos lutar?

Você se incomoda com a desigualdade ou com a pobreza?

Geralmente, a desigualdade social num país é medida com uma ferramenta estatística chamada Índice de Gini. Ele mostra como é a distribuição de renda numa população numa escala que vai de zero a um. Uma pontuação zero indica igualdade perfeita, de modo que todos os avaliados têm exatamente a mesma renda. Já a de um ponto indica desigualdade absoluta: uma pessoa tem toda a renda e todos os outros não têm nenhuma.

Considere o seguinte experimento mental: sabendo nada além das pontuações do índice de Gini, você preferiria viver em um mundo com um Gini de 0,296 (mais próximo da igualdade) ou 0,537 (mais longe da igualdade)? É provável que você escolheria o mundo de 0,296.

Estas são as pontuações do Paquistão (0,296) e Hong Kong (0,537). Enquanto Hong Kong (mais desigual) tem uma economia próspera e alta renda, é o líder mundial em liberdade econômica. Já no Paquistão, pode haver mais igualdade de renda, mas todos são mais pobres.

É difícil sair da pobreza no Paquistão. Hong Kong, por outro lado, oferece um ambiente em que as pessoas são encorajadas a abrir negócios e empreender, gerando riqueza. Para aumentar a renda ou a possibilidade de mobilidade de renda, Hong Kong, apesar de mais desigual, é um país melhor que o Paquistão.

A mobilidade de renda existe quando a renda de alguém pode aumentar ao longo do tempo à medida que habilidades, educação e produtividade aumentam. A mobilidade implica uma sociedade dinâmica e próspera, onde é possível entrar na força de trabalho com menores níveis de produtividade e aumentar suas habilidades e experiência ao longo do tempo, gerando ganhos de renda.
Se queremos melhorar o mundo, precisamos entender por que há pessoas mais pobres. A pobreza, extrema ou não, vem de terríveis instituições econômicas e políticas, que são difíceis de escapar.

Se queremos que haja aumento de renda e uma saída da pobreza, essas pessoas precisam ser livres para usar seus talentos para participar de trocas comerciais, o que trará consigo a promessa de mobilidade econômica – e menor desigualdade.

Isso não pode ser realizado unicamente através de redistribuição compulsória de renda. Políticas públicas pontuais e focadas na inclusão social e comercial ajudam em casos de pobreza extrema, mas não solucionam o problema. Uma mudança institucional sistêmica focada no empreendedorismo de mercado é necessária.

O rápido declínio da pobreza nos últimos quarenta anos mostra que nunca houve tanta esperança para o aumento da renda entre os pobres quanto agora. Podemos ajudá-los melhor promovendo mobilidade através da liberdade econômica.

Via Fundação Indigo de Políticas Públicas

Leia o artigo completo aqui: https://goo.gl/aWvvb7