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#ANARCOCAPITALISMO

Cláudio Manoel: há 30 anos lutando contra o Estado

Cláudio Manoel: há 30 anos lutando contra o Estado

Nos anos 80, libertarianismo ainda não estava na moda, mas Claudio Manoel já se definia como anarcocapitalista (filosofia política que prega uma sociedade baseada na propriedade privada e no mercado livre, com leis privadas e sem Estado). “Eu achava que a junção de anarco e capitalista me satisfazia mais que os outros rótulos. E achei que tinha inventado essa palavra. Tempos depois, vi que já tinham batizado a coisa”, diverte-se o ex-Casseta & Planeta, sobre sua posição política.

O interprete de Carlos Massaranduba no programa global causou frisson em julho do ano passado ao mudar colocar um filtro libertário em sua foto de perfil no Facebook. Muitos acharam que ele era um novato no movimento liberal, ou que estava apenas surfando na onda do momento. Mas a verdade é que enquanto o Brasil se emocionava com a campanha do agora condenado Lula à presidência da República, Claudio Manoel já admirava Roberto Campos e Joaquim Nabuco, e isso era tema de altas discussões com o colega Bussunda, petista de carteirinha e simpatizante do comunismo. E se tornou liberal antes mesmo de saber que isso existia.

“Eu tenho uma profunda aversão a aparatos estatais, uma descrença total. Juntando com meu ódio aos totalitarismos, foi natural o caminho. Eu deixei de ser esquerda no início dos anos 80. A admiração pelo regime cubano me dava embrulhos... a relativização de crimes e genocídios... tudo isso foi me deixando distante”, conta.

Mas... pera aí... liberal ou libertário? Brutalista ou gradualista? A essas perguntas, ele tem uma resposta simples: “Essas divisões/facções eu acho Nutella. O que importa é retirar valor cultural do inimigo”. O inimigo, segundo ele, seria a ‘casta estatal escravocrata’, que vive da ‘expropriação do trabalho alheio’. E, nesta luta, ele acredita que um grande erro dos liberais foi permitir que a esquerda monopolizasse as rodas de gente descolada, e assumisse apenas o papel do chato economicista. “Estou com o (Luiz Felipe) Pondé, o que precisa aumentar é a ‘direita transante’. Tem que parar com essa história que sex appeal, charme e juventude são monopólio da esquerda”, completa.