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#Economia

10 leis econômicas ignoradas pelo governo

10 leis econômicas ignoradas pelo governo

Thomas Sowell dizia que a primeira regra da economia é a escassez, e que a primeira regra da política é ignorar a primeira regra da economia. Real, porém essa não é a única regra que os políticos andam ignorando por aí. Veja outras 10: 

1. Para consumir é necessário antes produzir – parece óbvio que é impossível consumir algo que ainda não foi criado. Mas quantas vezes o governo achou que poderia resolver o problema da economia apenas estimulando que a população consuma mais? 

2. O consumo é o objetivo final da produção – também é óbvio que não faz sentido econômico produzir algo que ninguém irá consumir, mas é exatamente isso que o governo faz com a criação de programas voltados para a criação artificial de empregos, estimulando a produção de algo que não está sendo demandado voluntariamente pelos consumidores. Tal medida é economicamente destrutiva, pois imobiliza mão-de-obra e recursos escassos em atividades que não estão sendo demandadas pela população. Isso significa destruição de capital e de riqueza.

3. Nada é realmente gratuito; tudo tem custos – é o velho ‘não existe almoço grátis’. Receber algo aparentemente gratuito significa apenas que há outra pessoa pagando por tudo. Por trás de cada serviço “público e gratuito” jaz o dinheiro de impostos de pessoas que trabalham e produzem. E ele não é interminável. 

4. O valor das coisas é subjetivo - a maneira como cada indivíduo atribui valor a um bem é subjetiva, e varia de acordo com a situação e com os gostos deste indivíduo. Um mesmo bem físico possui diferentes valores para diferentes pessoas, e seu valor no mercado é uma média disso. Regimes socialistas e semi-socialistas (com controle de preços) impossibilitam esse cálculo econômico e causa escassez. Justamente por isso, não há registro de país socialista que tenha dado certo em algum lugar do mundo. 

5. É a produtividade o que determina os salários – se os salários fossem determinados pela caneta do legislador, o que os impediria de elevar o salário mínimo para R$ 10 mil? Nenhum empresário contrataria um funcionário por esse valor, se ele não produzisse ao menos R$ 10.001, ou teria prejuízo. E se for pra ter prejuízo, é mais vantagem fechar a empresa e ficar em casa assistindo TV. O salário de um funcionário depende de quanto ele produz e de quantas empresas estão demandando aquele tipo de serviço. Em um mercado de trabalho genuinamente livre, empresas contratarão mão-de-obra adicional sempre que a produtividade marginal de cada um desses trabalhadores for maior que o seu custo (salário + encargos). Em outras palavras, sempre que um trabalhador adicional for capaz de gerar mais receitas do que despesas, ele será contratado. A concorrência entre as empresas irá elevar os salários até o ponto em que ele se equiparar à produtividade.

6. Gastos representam, ao mesmo tempo, renda para uns e custo para outros - Keynesianos dizem que todo gasto gera renda. Eles apenas se esquecem de que todo gasto é também um custo. O gasto é um custo para o comprador e uma renda para o vendedor. Graves erros de política econômica ocorrem quando as políticas governamentais contabilizam os gastos públicos apenas pela ótica da renda, ignorando completamente o efeito dos custos. O multiplicador da renda implica a multiplicação dos custos.

7. Dinheiro não é riqueza - o valor do dinheiro consiste em seu poder de compra. O dinheiro serve como um instrumento para se efetuar trocas. Riqueza é abundância de bens e serviços e bem-estar. A riqueza de um indivíduo está, portanto, em sua capacidade de ter acesso aos bens e serviços que ele deseja. O governo criar mais dinheiro não significa criar mais riqueza. Ao contrário, ao imprimir mais cédulas, ele divide a riqueza em mais pedaços, e cada cédula passa a valer menos. E aí acontece aquele negócio que Ciro Gomes acha bobagem: inflação. 

8. O trabalho, por si só, não cria valor – quantas vezes você já ouviu críticas à meritocracia, que argumentam que não é por falta de esforço que o pobre é pobre? Realmente não é (salvo em alguns casos). O trabalho, quando combinado com outros fatores de produção (matéria-prima, ferramentas e infraestrutura), cria produtos. Mas o valor desses produtos depende do quanto ele é útil para o consumidor. O que realmente importa é a criação de valor, e não o quão duro um indivíduo trabalha. Para ser útil, um produto ou serviço tem de gerar benefícios ao consumidor. O valor de um bem ou serviço não está diretamente ligado ao esforço necessário para produzi-lo. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama ou cavando buracos, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama ou a estes buracos — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, tais produtos não terão nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

9. O lucro é o bônus do empreendedor bem-sucedido – e é essa lógica que o BNDES fere quando escolhe a dedo os amigos do rei que irão lucrar. Em um mercado livre, empreendedores capazes de antecipar as demandas futuras dos consumidores irão auferir as maiores taxas de lucro e irão crescer. Empreendedores que não tiverem essa capacidade de antecipar os desejos dos consumidores irão encolher até finalmente serem expulsos do mercado. É a teoria evolutiva de Darwin, aplicada à economia, mas que o governo tenta de todas as formas subverter. 

10. Todas as verdadeiras leis econômicas são puramente lógicas – criar leis para controlar a economia nunca vai dar certo, simplesmente porque as leis econômicas não podem ser criadas por papel e caneta. Elas sempre existiram, e cabe ao homem simplesmente descobri-las.