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#Exemplo internacional

Ensino gratuito em troca de trabalho

Ensino gratuito em troca de trabalho

Quando se fala que o governo do Brasil – país com 13 milhões de analfabetos e onde apenas 8% da população adulta consegue compreender e se expressar por meio de letras e números - deve parar de gastar dinheiro com o ensino superior e priorizar o ensino básico, sempre esbarramos naquela velha pergunta: “mas como os pobres pagariam sua faculdade?” 

Uma universidade nos Estados Unidos encontrou asolução: trabalhando. O College of Ozarks, no interior do Missouri, tem uma política simples, mas que têm se mostrado eficiente há mais de um século: ensino gratuito em troca de algumas horas de trabalho pesado. Quinze horas por semana, para ser preciso, além de uma semana de 40 horas a cada semestre, geralmente durante feriados. 

Os estudantes têm duas opções de trabalho, já que a faculdade é dona de uma propriedade rural que vende produtos para estabelecimentos na região e também de um pequeno hotel, com 15 suítes, um espaço para reuniões e um restaurante. Os que optarem pelo trabalho rural ordenham vacas às 5h da manhã, cuidam do plantio ou operam máquinas de processamento de carne. Os do hotel podem cozinhar, lavar pratos ou atender o público. 

Ao todo, o College of Ozarks tem cerca de 1.500 alunos de 18 países e costuma aparecer entre as primeiras colocadas nos rankings regionais. Por isso mesmo, tem alta procura, aceitando apenas 12% dos candidatos que se inscrevem no processo seletivo. A instituição tem por política oferecer 90% de suas vagas a alunos de baixa renda, mas mesmo para os outros 10%, não há cobrança de mensalidades, pois valorização do trabalho faz parte do aprendizado.