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#Segurança Pública

7 diferenças entre Brasil e Chile

7 diferenças entre Brasil e Chile

Latino-americano como nós, nosso vizinho Chile tem praticamente os mesmos problemas para enfrentar, mas com métodos e resultados bem diferentes dos nossos. O maior exemplo disso é a forma como a segurança pública funciona por lá. Elencamos 7 diferenças entre os dois países nesse setor.

1) O JULGAMENTO

- No Chile, o réu já está diante do juiz apenas 48 horas após o crime, e sua sentença é dada nomesmo dia;
- No Brasil, a média para sair uma sentença de primeira instância é de 4 anos e 4 meses.

2) O EFETIVO

- No Chile, há cerca de 55 mil policiais carabineiros (a polícia militar do país), ou seja, 1 para cada 325 habitantes;
- No Brasil, o total de PMs é de 425 mil agentes, mas com uma população muito maior, a proporção fica em 1 policial para cada 473 habitantes.

3) TECNOLOGIA

- No Chile, as viaturas da polícia possuem equipamentos que fazem leitura automática de placas. Se passar um veículo roubado, o alarme dispara e o policial que fica dentro do carro toma as providências;
- O Brasil ainda está anos-luz atrasado. Por aqui, são feitas blitze que congestionam todo o trânsito e causam transtornos a um monte de gente honesta que só quer ir e voltar do trabalho em paz. Os veículos a serem parados são escolhidos, muitas vezes, de maneira aleatória, ou por comportamentos que o policial julgar suspeitos.

4) FORMA DE ATUAÇÃO

- No Chile, cada pequena área é patrulhada por um grupo específico de carabineiros, e o chefe de cada um deles tem o celular disponibilizado na internet, para qualquer cidadão ligar e conseguir socorro imediato;
- No Brasil, as Companhias da PM abrangem áreas bem maiores, e quando você precisar da polícia, tem que ligar para uma central, esperar ser atendido, preencher um cadastro, passar de um atendente pro outro, esperar e... a essa altura, o bandido já fez o que tinha que fazer e está a léguas de distância. O tempo de espera pode chegar a 44 minutos no Rio de Janeiro e 20 minutos apenas para sua ligação ser atendida em São Paulo.

5) CENA DO CRIME

- No Chile, as cenas do crime são isoladas e ninguém entra, a não ser os peritos, vestindo uma roupa especial que não deixa cair nem um fio de cabelo no local;
- No Brasil, até que se tenta isolar a área, mas sem muito controle, entra parente da vítima, curioso, agente de trânsito, delegado, jornalista que quer entrevistar o delegado...

6) BANCO DE DADOS

- No Chile, o banco de dados da PDI (polícia de investigação, equivalente à nossa policia civil) é altamente organizado. Todas as armas e munições que chegam à PDI são examinadas e vão para um cadastro nacional. O mesmo acontece com as digitais de todos os criminosos condenados

- No Brasil, não existe um banco de dados nacional da polícia e os estados que começaram a engatinhar algo nesse sentido ainda tem pouca coisa concreta, e apenas em âmbito estadual

7) SOLUÇÃO DE CRIMES

- O índice de solução de todos os crimes no Chile é de 98%;
- No Brasil, sequer há dados oficiais sobre isso, mas as estimativas sobre homicídios é que apenas de 5% a 8% deles são solucionados.

A essa altura, você pode estar pensando que tudo isso foi conseguido às custas de muito dinheiro do pagador de impostos. Na verdade, não. A carga tributária do Chile é de cerca de 20% do PIB, enquanto que no Brasil, os impostos equivalem a 33,4% do PIB. Não é por falta de dinheiro que o Brasil não resolve o problema da segurança pública, mas por falta de prioridades.