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#Impostos abusivos

O problema do Brasil não é falta de impostos

O problema do Brasil não é falta de impostos

Com a maior carga tributária da América Latina e o pior retorno dos impostos do mundo, o Estado brasileiro já parecia ter chegado ao limite da gordura e da ineficiência. Mas fomos surpreendidos, primeiro com um aumento de impostos nos combustíveis, e agora com uma estranha conversa sobre aumentar a alíquota de contribuição do Imposto de Renda e taxação de lucros e dividendos. Como se o problema do país que, só no ano passado, arrecadou mais de 2 trilhões de reais fosse falta de imposto. Não é.

O problema fiscal do Brasil passa por uma máquina pública inchada, de gastos irresponsáveis, falta de prioridades e um orçamento engessado, do qual é um verdadeiro parto excluir algum gasto. Não precisamos de mais dinheiro para o governo gastar. Ao contrário, precisamos de uma reforma tributária responsável, que reduza a carga tributária e a quantidade de tributos cobrados no nosso burocrático e complicado país.

Tirar dinheiro do setor produtivo e da mão dos consumidores para entregá-lo ao governo nunca será um bom negócio. E ainda que se argumente que apenas os ricos serão sobretaxados, não dá para ignorar os conceitos da Curva de Laffer e da fuga de capitais. O primeiro é um estudo que conclui que aumentar impostos não implica que a arrecadação irá aumentar na mesma proporção. Uma carga tributária de 0% significa receita 0, mas uma carga de 100% também devolve 0 de receita pro governo, pois ninguém iria se dispor a produzir sabendo que todo o produto do seu trabalho ficaria com os políticos.

O economista norte-americano Arthur Laffer explicou que há um ponto em que a arrecadação atinge seu limite e, a partir dali, ela começa a cair a cada novo aumento de imposto, já que começa a ficar mais atrativo sonegar, parar de produzir e consumir menos, pois os produtos passam a custar muito mais do que realmente valem. Uma outra conseqüência explicitada pelo estudo é a retirada e desestímulo de investimentos do país, e é isso que chamamos de fuga de capital. E essa geralmente vem acompanhada de uma fuga de cérebros para países mais receptivos à geração de riqueza e inovação (também já falamos sobre isso aqui).

Em outras palavras, quando a exploração do governo sobre as pessoas passa de um certo limite, elas simplesmente vão embora, levando o seu dinheiro, os empregos que poderia gerar e as idéias inovadoras que poderia ter.

Precisamos ser #Livres da espoliação!