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#Livres de fronteiras

Em defesa da abertura internacional e da cooperação entre os povos

Em defesa da abertura internacional e da cooperação entre os povos

“Quando produtos não podem cruzar fronteiras, exércitos o fazem”. A frase do economista francês Frédéric Bastiat resume a idéia de que o livre-comércio é a maior ferramenta de pacificação entre os povos. O aumento da cooperação e criação de interdependências aproxima as pessoas, humaniza os estrangeiros e amplia a riqueza de todos os envolvidos. 

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, vencedor doPrêmio Nobel de Literatura, acrescenta: “Se uma sociedade quer se modernizar, então tem que abrir suas fronteiras, tem que se integrar aos mercados mundiais, tem que privatizar este setor público que em nossos países é como um empecilho, não permitindo a criatividade econômica. Tem que permitir que as empresas concorram entre si, não há outra política”. 

Ainda sobre o tema “abertura de fronteiras”, Leandro Narloch entra em uma seara um pouco mais polêmica: “Não há força mais capitalista que a dos imigrantes. Ninguém representa tão bem a vontade de vencer pelo próprio trabalho. Eu, Bolsonaro e quase todos os brasileiros que eu conheço são descendentes de gente miserável que chegou ao Brasil aceitando qualquer subemprego. Em poucas gerações, essa gente enriqueceu mais que os nativos. Em Londres, judeus e sikhs eram os grupos mais pobres no começo do século 20. Hoje são os mais ricos. Nos Estados Unidos, chineses e irlandeses sofriam tanta discriminação quanto os negros. Muitas empresas anunciavam empregos com a sigla NINA (No Irish Need Apply, “irlandeses não devem se candidatar”). Hoje chineses e irlandeses são mais ricos que a média dos americanos. No Brasil, imigrantes sírios e libaneses construíram o melhor hospital do país. Economistas estão cansados de dizer que imigrantes não são um problema, mas a solução. Em maioria adultos jovens, contribuem mais em impostos do que gastam em serviços públicos. Ao ocupar vagas de baixa qualificação, liberam os brasileiros para trabalhos mais produtivos”, defende. 

Não, não se trata de deixar o Estado Islâmico entrar e se instalar no Brasil, mas de permitir que pessoas pacíficas, mercadorias e dinheiro circulem com mais liberdade. Que sejam bem vindos todos os que quiserem trabalhar e produzir. Desde os nossos vizinhos venezuelanos, fugidos do regime ditatorial de Maduro, aos médicos cubanos, para que não precisem mais voltar para Cuba, e nem enviar para o regime castrista quase tudo o que recebem por seu trabalho. Por um mundo mais livre, onde as pessoas possam votar com os pés. Esse é o 9º compromisso do Livres:

"A abertura internacional deve ser promovida, reduzindo-se as barreiras ao movimento de pessoas, bens e capital entre os povos, sempre com a devida cautela e responsabilidade"