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#Autopropriedade

O direito sobre o próprio corpo e o que escolhemos colocar nele

O direito sobre o próprio corpo e o que escolhemos colocar nele

Você acha que cada um deve ser o juíz do que faz com o próprio corpo? Em suma, você defende o direito de autopropriedade para todos os indivíduos? Então você provavelmente concorda conosco quando afirmamos que cada pessoa adulta deve ser responsável por si mesmo e, portanto, o responsável por escolher quais substâncias vai ingerir. Nessa relação entre um indivíduo e seu próprio corpo, o Livres não vê lugar para o Estado interferir.

Infelizmente, essa ideia não é um consenso. Em junho, por exemplo, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que quer proibir refil de refrigerantes em fast foods no Brasil. E não para por aí. Para Barros, o ideal é que, no futuro, o país também proíba nacionalmente saleiros em mesas de restaurantes e lanchonetes. Não que a medida seja pioneira: Porto Alegre, Belo Horizonte e Espírito Santo já tiveram seus saleiros interditados para "proteger a população", como "medida de saúde pública".

Entenda: não estamos fazendo uma ode ao consumo desenfreado de refrigerantes, sal, açúcar ou qualquer outra substância ingerível pelo ser humano. Defender o direito de um indivíduo adulto colocar no próprio corpo o que quiser é apenas a ideia nem um pouco revolucionária de que, caso alguém queira, eventualmente, tomar refrigerantes, por exemplo, essa pessoa vai poder tomar quantos quiser. Ou pôr sal na própria comida.

E esses princípios, surpreendentemente, não mudam muito se considerarmos outras substâncias como drogas, álcool ou medicamentos de venda controlada. Enquanto as dimensões estiverem restringidas ao próprio corpo, um indivíduo tem o direito à autopropriedade enquanto adulto responsável. Obviamente, isso não quer dizer que o uso dessas substâncias vai fazer bem ou mal a quem utilizá-las. O ponto é que, como respeitamos a liberdade individual, defendemos a conscientização não coercitiva das pessoas acerca do que elas estão colocando em seus próprios corpos.

Esse é o 8º compromisso do Livres.