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Perguntas frequentes

  • # 1

    O que é ser LIVRES?

    O compromisso do LIVRES é com a defesa da liberdade, o que nos inscreve na tradição do liberalismo. Por muitos anos, no Brasil, ser liberal foi associado a ser antissocial, ter falta de empatia ou incapacidade de exercer alteridade. Nada mais errado. Ser liberal é acreditar que a liberdade é capaz de nos levar a um mundo mais próspero, com mais autonomia, menos violência e menos pobreza.
  • # 2

    O que é liberdade para o LIVRES?

    Liberdade é poder escolher. Acreditamos que todos devem ser livres para construir o seu próprio caminho como protagonistas de suas vidas. Para isso, precisamos diminuir a coerção (o que passa necessariamente por limitar o Estado e os danos causados a terceiros) e aumentar a cooperação, construindo uma sociedade livre com um mercado aberto, dinâmico e plural – ferramenta essencial para a promoção de um ambiente com mais diversidade de opções e, portanto, maior liberdade de escolha para todos.
  • # 3

    O LIVRES é de esquerda ou direita?

    Pode parecer clichê, mas realmente não acreditamos mais na eficiência da dicotomia entre "direita x esquerda". Aos olhos de um conservador, o LIVRES é um partido mais a esquerda, porque defendemos a liberdade nos costumes – que cada pessoa seja livre para viver sua vida como melhor lhe parecer. Aos olhos de um socialista ou mesmo de um social-democrata, o LIVRES está mais a direita, porque defendemos a liberdade também em questões econômicas – que as pessoas possam realizar negócios e trocas voluntárias, trabalhando e colaborando livremente. Em outras palavras, entre esquerda e direita, escolhemos a liberdade.
  • # 4

    Quem defende a liberdade individual só pensa em si mesmo?

    Uma defesa puramente egoísta da liberdade não teria grandes méritos – alertava o filósofo espanhol José Ortega Y Gasset. Pense bem: é quase instintivo para o ser humano pedir liberdade para que possamos fazer aquilo que queremos. O maior diferencial do liberalismo, portanto, o ponto que realmente distingue liberais de não-liberais, é o compromisso em defender a liberdade do outro - mesmo quando a escolha do outro contraria a nossa própria vontade. A liberdade que não se resume à teoria, mas se realiza em pessoas, é a capacidade do hétero amar a liberdade do gay, do secularista amar a liberdade do cristão, do empresário amar a liberdade de seu concorrente. Essa é a marca do LIVRES: a defesa da liberdade para todos.
  • # 5

    Ser liberal é defender as empresas?

    Não. Ser liberal é defender o livre-mercado, o que é muito diferente de defender empresas ou agentes específicos que atuam no mercado. Na verdade, defender empresas através do Estado é uma postura típica do patrimonialismo e da política de compadrio que caracterizam tudo o que nós combatemos. Os indivíduos não devem ser subordinados ao abuso de poder sintetizado pela união entre capital e-Estado. No passado, o liberalismo empreendeu um cisma entra a Igreja e o Estado. Agora queremos distanciar o Estado da Economia, diminuindo as influências do poder político sobre os processos de mercado, construindo um ambiente verdadeiramente propício a criatividade, inovação e geração de riqueza.
  • # 6

    Qual a corrente liberal do LIVRES?

    O liberalismo possui inúmeras correntes internas, desde o liberalismo clássico (que José Guilherme Merquior subdividia entre inglês, francês e alemão) até o anarco-capitalismo, passando por social-liberalismo, ordoliberalismo, neoliberalismo, libertarianismo, chicaguistas, objetivistas, austríacos... A diversidade é imensa e o LIVRES tem espaço para todos. Buscamos congregar toda a variedade de visões a respeito de liberdade e liberalismo em torno de uma agenda comum, gradual, pela construção de um Brasil mais livre.
  • # 7

    O que é ser um partido startup?

    ‘Startup’ é um termo próprio do universo empreendedor e serve para designar iniciativas inovadoras de baixo custo, com perfil escalonável e capacidade de crescimento exponencial. O LIVRES foi concebida dessa forma, como um movimento orgânico que começa pequeno e cresce paulatinamente, de baixo para cima, na medida em que atrai colaboradores e simpatizantes para a conquista de seus objetivos.
  • # 8

    Por que o LIVRES está incubado no PSL?

    Fundado há 18 anos com um programa partidário baseado na defesa do liberalismo com forte preocupação social, o Partido Social Liberal não encontrou o capital humano adequado no contexto brasileiro de sua época e acabou sendo contaminado pelos vícios da política nacional. Porém, após as eleições de 2014 o partido iniciou um amplo processo de autocrítica, reconhecendo que não estava cumprindo sua missão. Nesse contexto, a aproximação entre Sergio Bivar e importantes lideranças do movimento liberal brasileiro foi capaz de viabilizar o surgimento do LIVRES como uma startup política incubada dentro do PSL para impulsionar o processo de renovação de maneira orgânica, de baixo para cima.
  • # 9

    O LIVRES possui democracia interna?

    Sim. O LIVRES se baseia no tripé liberdade, participação e transparência. Estamos construindo um ambiente aberto e participativo, baseados nas melhores tendências trazidas pela economia compartilhada. Pense no impacto do Google para pesquisas; no YouTube para a produção audiovisual; no Facebook para o compartilhamento de conteúdo; no AirBnb para as hospedagens; no Uber para o transporte de passageiros. Ser um partido plataforma significa buscar a sua participação como um protagonista capaz de definir os rumos da atuação política. É exatamente isso o que buscamos com o LIVRES. Saiba mais: participe do MUNDO LIVRES.
  • # 10

    O LIVRES defende o fundo partidário?

    Não. Idealmente nós somos contra o fundo partidário por acreditar que nenhum indivíduo deve ser obrigado a financiar algo contra sua vontade. Infelizmente, a legislação atual impõe uma série de destinações obrigatórias sobre esse recurso que precisam ser cumpridas. Além disso, pela atual formatação da lei, se um partido abre mão de sua parte no fundo o recurso não é devolvido ao pagador de impostos, mas automaticamente dividido entre as demais legendas. Por isso, adotando uma postura pragmática, decidimos utilizar os recursos para combater a lógica que alimenta a própria existência do fundo, que é a mentalidade de apoio ao contínuo crescimento do Estado.
  • # 11

    Qual o papel do Estado na visão do LIVRES?

    O Estado deve prover primariamente os serviços de segurança e justiça, além de promover a emancipação de seus cidadãos facilitando o acesso dos mais pobres a serviços de educação, saúde e previdência, essenciais para que as pessoas possam construir os seus próprios caminhos, caminhando com suas próprias pernas.
  • # 12

    As ideias do LIVRES já foram aplicadas em algum país?

    Sim, em diferentes graus. A forma mais interessante de analisar o impacto do liberalismo no mundo é através dos rankings de liberdade econômica desenvolvidos pela Heritage Foundation. Na edição 2017 do índice, o Brasil fica apenas na 140ª posição, enquanto o top 5 dos países mais livres do mundo na atualidade é composto por Hong Kong, Cingapura, Nova Zelândia, Suiça e Autrália.
  • # 13

    O LIVRES é a favor de privatizações?

    Sim. O Estado deve ter um escopo de atuação limitada, o que é incompatível com o papel de estado-empresário. Isso não significa que qualquer modelo de privatização seja positivo: não apoiamos simples transferências de monopólios, mas processos verdadeiros de abertura de mercado, com competição e dinamismo. Nesse sentido, cada caso merece ser devidamente analisado em favor da construção de modelos de privatização que gerem o mínimo possível de distorções como excessivas concentrações de mercado.
  • # 14

    O LIVRES é a favor das drogas?

    Não. O ponto é que devemos deixar os tabus de lado e encarar esse assunto com mais racionalidade. A guerra às drogas fracassou. A atual política de proibição desvia para o crime organizado a lucratividade do comércio de drogas, que continua existindo. Ao substituir o que seria uma lógica de concorrência de mercado por uma lógica da violência de gangues, assistimos a aquisição de armamentos cada vez mais pesados e o aumento dos conflitos entre facções e com a polícia. Essa situação causa danos sociais mais graves do que os prejuízos à saúde causados pelas próprias drogas. Como resultado, o Brasil possui uma taxa média de 60 mil homicídios por ano, com índice de resolução judicial inferior a 10% dos casos. Temos mais vítimas da violência do que na guerra da Síria enquanto nosso sistema de segurança não consegue solucionar os crimes, processar os suspeitos e punir os culpados. Nesse contexto, propomos uma nova política de segurança pública e a revisão da política relacionada a drogas a partir da legalização gradual da produção e comércio da maconha, com prioridades rigorosamente bem definidas em torno da prevenção e investigação dos crimes contra a vida.
  • # 15

    Qual a posição do LIVRES sobre aborto?

    O LIVRES não tem uma posição fechada em torno do aborto. Nós defendemos a liberdade sempre, acreditando que o único limite ao indivíduo devem ser eventuais danos causados a terceiros. A complexidade do aborto passa justamente pelo profundo e interminável debate quanto ao início da vida: o aborto traz ou não danos a terceiros, para além da própria mulher envolvida? O feto deve ser considerado um sujeito de direito ainda dentro do ventre da mulher? Até quanto tempo? No LIVRES temos diversidade de pensamento sobre essa questão.